A cena é a sempre a mesma que se repete em boa parte das igrejas pentecostais e neo-pentecostais com ênfase no evangelho da prosperidade, portanto deixa de ser novidade para muita gente.
O Pastor, ainda juvenil, mas demonstrando que aprendeu rápido a lição de casa, no momento da oferta, solicita que os irmãos mostrem sua generosidade contribuindo com o melhor, ou seja; tire de sua carteira a nota de maior valor que tiver. Para servir de exemplo a ser seguido ele próprio, saca do seu bolso uma cédula de 100 reais, e continua convidando as pessoas, quase que na base da coerção a imitarem seu gesto, pois seria no caso, esta prova de desprendimento, fator decisivo para ter as mãos do senhor movidas a seu favor.
Depois de alguns minutos de insistência pediu aos irmãos que pegassem suas ofertas, fechassem suas mãos e as elevassem ao céu que ele iria dirigir a Deus sua intercessão de forma bem objetiva, e iria reivindicar a benção merecida, e apelou para a lei da causalidade de tal maneira que certamente fez David Hume se mexer em seu túmulo.
A oração foi mais ou menos assim: “Senhor. Peço que abençoe muito a quem muito ofertou, como também gostaria que o senhor abençoasse pouco a quem pouco deu. Seguindo esta mesma lógica prosseguiu: e peço que o Senhor feche as mãos, prive de benção quem não quer ter o compromisso com tua obra.....” e assim continuou.
Meu Deus! Uma oração relativamente curta, mas tão repleta de heresias que faria Ario, Sabélio, Montano e outros hereges a rasgarem suas vestes em sinal de repúdio. Infelizmente, digo com tristeza, esta é a idéia central das mensagens que ouvimos no que diz respeito a contribuição cristã, ainda que muitos sejam mais discretos, contudo, o teor, não foge muito dessa realidade. O método é sempre o mesmo; negociata e barganha com Deus, como se Deus se deixasse levar ao ponto de descer a este nível tão peculiar ao ser humano, que é retribuir com bondade apenas aqueles que fizeram por merecer.
Donizete.
Há ainda algo que pouco se fala na igreja:
ResponderExcluiro dizimo não é apenas para manutenção da igreja e salários de pastores. De acordo com Leviticos ele deveria ser usado também para ajuda dos necessitados da igreja, mas para isso na maioria das igrejas foi criado o "kilo".