quinta-feira, 7 de março de 2013

Argumentação em círculos


Foto: Argumentação em círculos

Os judeus acusam o inimigo em parceria com os cristãos de reduzirem a importância de suas escrituras, atribuindo-lhes a alcunha de "Antigo Testamento". 

Um islamita Xiita atribui à obra de Satanás a deturpação de valores expressos no Alcorão.

O cristão fundamentalista, quando se esquece da capacidade investigativa do ser humano, que a rigor coloca em cheque algumas "verdades" da Bíblia, faz o mesmo.

As três tradições, no objetivo de defender a infalibilidade de suas escrituras recorrem a um método falho de apologética, a argumentação circular.

Argumentar em círculos consiste em comprovar a tese da infalibilidade de suas escrituras fazendo uso da própria escritura, cuja validade e autoridade é o objeto de discussão provocado por uma tese contrária.

Dizer que a Bíblia é a "palavra de Deus" porque a Bíblia diz ser a "palavra de Deus", é sair do nada em direção a lugar nenhum em termos de argumentação. E pior... vicia... 


Série reflexões


Os judeus acusam o inimigo em parceria com os cristãos de reduzirem a importância de suas escrituras, atribuindo-lhes a alcunha de "Antigo Testamento". 

Um islamita Xiita atribui à obra de Satanás a deturpação de valores expressos no Alcorão.

O cristão fundamentalista, quando se esquece da capacidade investigativa do ser humano, que a rigor coloca em cheque algumas "verdades" da Bíblia, faz o mesmo.

As três tradições, no objetivo de defender a infalibilidade de suas escrituras recorrem a um método falho de apologética, a argumentação circular.

Argumentar em círculos consiste em comprovar a tese da infalibilidade de suas escrituras fazendo uso da própria escritura, cuja validade e autoridade é o objeto de discussão provocado por uma tese contrária.

Dizer que a Bíblia é a "palavra de Deus" porque a Bíblia diz ser a "palavra de Deus", é sair do nada em direção a lugar nenhum em termos de argumentação. E pior... vicia...

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